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Out18
As mesmas maravilhas que fascinara Alice, num país lá longe
É nos regressos que compreendemos o misticismo do tempo que passa e que foge.
É nas fotografias antigas que reencontramos a ingenuidade ténue e amarelecida de um vestido de boneca, o imaginário amarrotado dos livros infantis, lidos vezes sem conta, as paredes brancas onde desenhámos sonhos, onde adormecemos ao som de uma caixa de música, onde uma bailarina nos entontecia com as mesmas maravilhas que fascinara Alice, num país lá longe.
É no regresso às raízes, ao berço que nos embalou, que redescobrimos quem somos e quem queremos ser: a mesma árvore que nos gerou um dia, como fruto.