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Obaldoui

Onde se fabrica o pensamento

Obaldoui

20
Nov18

A arte de amar

Não sei se por aquilo que já vivemos ou se por aquilo que ainda queremos viver, engraçado como todos nós, amantes e/ou amados, temos perspectivas diferentes sobre o mesmo sentimento. 

Amar é uma arte.

Inicialmente um bloco de alabastro rústico e amorfo, com o gradim e cinzel vamos delapidando relevos no devaneio do sonho. Com o ponteiro desbastamos um pouco mais para criar a ilusão de realidade. Fragmentos de pedra que não importam, vão caindo. Pressionamos ainda mais o cinzel na curva perfeita, marcando-a imperfeitamente. Da matéria bruta cremos extrair arte com significado.

Do alabastro já pouco sobra, mas insatisfeitos ainda, polimos toda a superfície. Primeiro com papel de lixa de grão grosso e depois com outro de grão mais fino. Curvaturas aveludadas, sem um grão  de rugosidade. 

No final lavamos a peça com um jacto de água para exibição.

Convidando ao toque, mesmo que ilusório, a arte de amar graceja com a nossa percepção, o objecto criado brincando com o seu criador. De luz e de sombra, bela, alegre, inerte, esvaziada, desfalecida, leve, pesada, em movimento ou em suspenso, uma pluralidade de sentidos sem sentido, em cadência, onde por momentos se entra e, por momentos, se perde.

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