09
Ago18
Siameses descosturados
Poeta e poema, siameses descosturados
que se tateiam,
almas vãs que se mapeiam,
ainda que na rima deslizante e má.
Na procura vã de se encontrar
no limbo do sentido, mais além,
antes porém de qualquer coisa que passa
pelo dizer.
Num ciclo sem vício, insidioso,
maquiavélico e sutil, nervoso. Rimado no descuido
inaugura, sempre e mais,
pela palavra.